Ultrassom para ovários policísticos: quando fazer e o que avalia | Instituto AMMO
26/06/2026 22:00
O ultrassom para ovários policísticos é um exame de imagem utilizado para avaliar os ovários, o útero e outras estruturas da pelve feminina. Ele pode ajudar na investigação de alterações ovarianas, irregularidade menstrual, dor pélvica, infertilidade, cistos ovarianos e suspeita de síndrome dos ovários policísticos, também conhecida como SOP.
A ultrassonografia pélvica pode ser feita por via abdominal ou transvaginal. É um exame seguro, não invasivo e não utiliza radiação ionizante. Na avaliação feminina, pode estudar útero, colo uterino, ovários, trompas, bexiga e regiões próximas.
O Instituto AMMO realiza exames de ultrassonografia ginecológica em Petrolina - PE, Juazeiro - BA e São Paulo - SP, conforme disponibilidade de agenda.
O que é ultrassom para ovários policísticos?
O ultrassom para ovários policísticos é uma avaliação ginecológica que observa a morfologia dos ovários, ou seja, seu tamanho, volume, quantidade de folículos e aspecto geral.
Durante o exame, o médico pode avaliar se os ovários apresentam múltiplos pequenos folículos, aumento de volume ovariano ou outras alterações que possam sugerir morfologia policística.
É importante entender que “ovário policístico” no ultrassom não significa, sozinho, que a paciente tem síndrome dos ovários policísticos. Algumas mulheres podem ter ovários com aspecto policístico e não apresentar a síndrome. Outras podem ter SOP mesmo sem achados ovarianos muito evidentes no exame.
Por isso, o ultrassom é uma parte da avaliação, mas não substitui a consulta com o ginecologista ou endocrinologista.
O que é síndrome dos ovários policísticos?
A síndrome dos ovários policísticos é uma condição hormonal comum em mulheres em idade reprodutiva. Pode estar associada a irregularidade menstrual, ausência de ovulação, aumento de hormônios androgênicos, acne, aumento de pelos, queda de cabelo, resistência à insulina, ganho de peso e dificuldade para engravidar.
Segundo o NICHD, os sintomas podem incluir irregularidades menstruais, infertilidade, aumento de pelos em face, tórax, abdome ou coxas, acne persistente, pele oleosa, ganho de peso ou dificuldade para perder peso e sinais associados à resistência à insulina.
A SOP é uma condição clínica e metabólica. Portanto, não deve ser avaliada apenas pela imagem dos ovários.
Quais sintomas podem sugerir ovários policísticos ou SOP?
A suspeita pode surgir quando a paciente apresenta sintomas como:
Menstruação irregular
Falta de menstruação por longos períodos
Ciclos menstruais muito espaçados
Dificuldade para engravidar
Acne persistente
Aumento de pelos no rosto, queixo, tórax, abdome ou coxas
Queda de cabelo em padrão semelhante ao masculino
Oleosidade aumentada da pele
Ganho de peso ou dificuldade para emagrecer
Manchas escuras e aveludadas na pele, especialmente em dobras
Histórico de resistência à insulina
Alterações hormonais em exames de sangue
Esses sintomas não confirmam SOP sozinhos. Eles indicam a necessidade de avaliação médica, que pode incluir exames laboratoriais e ultrassonografia.
Ultrassom diagnostica síndrome dos ovários policísticos?
O ultrassom pode ajudar no diagnóstico, mas não diagnostica SOP sozinho.
De acordo com o NICHD, diferentes abordagens diagnósticas para SOP costumam considerar dois entre três elementos: irregularidade ovulatória ou menstrual, níveis altos de androgênios ou sinais clínicos de excesso androgênico, e alterações ovarianas detectadas por ultrassom.
Isso significa que o laudo do ultrassom deve ser interpretado em conjunto com sintomas, exame físico, exames hormonais, histórico menstrual e exclusão de outras causas.
Por exemplo: uma paciente pode ter ovários com múltiplos folículos no ultrassom, mas ciclos regulares e sem sinais hormonais. Nesse caso, pode não haver SOP. Da mesma forma, uma paciente com irregularidade menstrual e hiperandrogenismo pode ter SOP mesmo que o ultrassom não seja o principal achado.
Qual a diferença entre cisto no ovário e ovário policístico?
Essa é uma dúvida muito comum.
Um cisto ovariano geralmente é uma formação específica, que pode ser simples, hemorrágica, funcional, endometriótica ou de outro tipo. Pode ser único ou múltiplo, pequeno ou grande, e precisa ser avaliado conforme suas características.
Já o ovário com morfologia policística costuma apresentar vários pequenos folículos. Esses folículos não são exatamente “cistos grandes” como muitas pacientes imaginam. Eles representam pequenas estruturas ovarianas relacionadas ao ciclo menstrual e ao desenvolvimento folicular.
Portanto, “cisto no ovário” e “ovário policístico” não são a mesma coisa.
Ovário policístico é câncer?
Não.
Ovário policístico não significa câncer. A SOP é uma condição hormonal e metabólica. Ter múltiplos pequenos folículos nos ovários não significa tumor maligno.
No entanto, qualquer alteração ovariana deve ser avaliada pelo médico, principalmente quando há cistos grandes, dor persistente, crescimento da lesão, sangramento anormal, perda de peso inexplicada ou achados suspeitos no exame de imagem.
O ultrassom ajuda a diferenciar alterações simples de achados que precisam de investigação complementar.
Quando o médico pode solicitar ultrassom para ovários policísticos?
O ginecologista pode solicitar ultrassom pélvico ou transvaginal em situações como:
Menstruação irregular
Ausência de menstruação
Suspeita de anovulação
Acne persistente associada a alteração menstrual
Aumento de pelos associado a ciclos irregulares
Dificuldade para engravidar
Suspeita de SOP
Dor pélvica
Acompanhamento de cistos ovarianos
Avaliação ginecológica de rotina, quando indicada
Investigação de sangramento uterino anormal
Controle após tratamento hormonal
Avaliação do endométrio em pacientes com ciclos muito espaçados
A indicação deve ser individualizada pelo médico assistente.
Qual exame é melhor: ultrassom pélvico ou transvaginal?
Depende da idade, histórico da paciente, objetivo do exame e possibilidade de realização.
O ultrassom pélvico abdominal é feito com o transdutor sobre a barriga. Geralmente exige bexiga cheia e pode ser utilizado em adolescentes, pacientes que não iniciaram atividade sexual ou mulheres que não desejam realizar o exame transvaginal.
O ultrassom transvaginal é realizado com um transdutor específico introduzido no canal vaginal, protegido e lubrificado. Ele costuma oferecer melhor resolução para avaliar útero, endométrio e ovários em mulheres adultas que podem realizar essa via. RadiologyInfo descreve que a via transvaginal é usualmente utilizada para visualizar endométrio e ovários.
A melhor via deve ser definida conforme a solicitação médica e a condição da paciente.
Adolescentes podem fazer ultrassom para ovários policísticos?
Podem fazer ultrassom pélvico quando indicado, mas o diagnóstico de SOP em adolescentes exige cuidado.
O NICHD destaca que as diretrizes diagnósticas atuais se aplicam a adultos e que adolescentes podem ser considerados “em risco” quando apresentam algumas características, devendo ser reavaliados ao longo do tempo.
Isso acontece porque ciclos irregulares e múltiplos folículos ovarianos podem ocorrer em fases iniciais após a primeira menstruação, sem necessariamente significar SOP.
Em adolescentes, a avaliação deve ser conduzida por ginecologista, endocrinologista ou pediatra, considerando idade ginecológica, sintomas, exames hormonais e evolução clínica.
Ultrassom para ovários policísticos precisa de preparo?
Depende da via de realização.
Para ultrassom pélvico abdominal, geralmente é necessário estar com a bexiga cheia. A bexiga cheia ajuda a melhorar a visualização dos órgãos pélvicos.
Para ultrassom transvaginal, na maioria das vezes a bexiga deve estar vazia ou pouco cheia. A paciente pode ser orientada a urinar antes do exame.
No momento do agendamento, a equipe do Instituto AMMO informa o preparo correto conforme o exame solicitado.
Precisa de jejum?
Na maioria dos casos, não.
O ultrassom pélvico ou transvaginal para avaliação dos ovários geralmente não exige jejum. O preparo mais importante costuma ser relacionado à bexiga, dependendo da via do exame.
Se houver outro exame marcado no mesmo dia, como abdome total, pode haver necessidade de jejum por causa do outro exame. Por isso, o preparo deve ser confirmado no agendamento.
Pode fazer menstruada?
Depende da indicação.
Em muitos casos, o ultrassom transvaginal pode ser realizado durante o período menstrual, se houver necessidade clínica. Porém, por conforto da paciente ou por objetivo específico do exame, pode ser preferível agendar fora da menstruação.
Se a paciente estiver menstruada no dia do exame, deve informar a equipe para receber orientação adequada.
Qual o melhor período do ciclo para fazer o ultrassom?
Depende do objetivo do exame.
Para avaliação geral dos ovários, o médico pode solicitar em diferentes fases do ciclo. Para contagem de folículos, avaliação ovariana mais padronizada ou investigação de infertilidade, alguns médicos preferem períodos específicos, geralmente no início do ciclo menstrual.
A paciente deve seguir a orientação do ginecologista ou da equipe de agendamento, conforme o pedido médico.
Ultrassom mostra se estou ovulando?
O ultrassom pode ajudar a avaliar sinais relacionados ao ciclo ovariano, como presença de folículo dominante ou corpo lúteo, dependendo do momento do ciclo.
Em contextos de infertilidade, o médico pode solicitar acompanhamento seriado da ovulação, também chamado de controle folicular. Nesses casos, são realizados exames em dias específicos para observar crescimento dos folículos e sinais de ovulação.
Um único ultrassom pode não ser suficiente para confirmar todo o padrão ovulatório da paciente.
SOP pode causar infertilidade?
Pode estar associada à dificuldade para engravidar, principalmente quando há ovulação irregular ou ausência de ovulação.
O NICHD cita infertilidade como um dos possíveis sintomas associados à SOP.
No entanto, muitas mulheres com SOP conseguem engravidar espontaneamente ou com tratamento adequado. A avaliação deve ser individualizada, especialmente quando há desejo reprodutivo.
Ovários policísticos causam dor?
A SOP, isoladamente, nem sempre causa dor pélvica.
Dor pélvica pode estar relacionada a cistos ovarianos, endometriose, infecções, miomas, aderências, alterações urinárias, intestinais ou musculoesqueléticas.
Se a paciente tem dor pélvica persistente, dor intensa, dor durante a relação sexual ou dor associada à menstruação, o médico deve investigar outras causas além de SOP.
Ultrassom para SOP avalia o endométrio?
Sim, especialmente no ultrassom transvaginal.
O endométrio é a camada interna do útero. Em pacientes com ciclos muito espaçados ou ausência prolongada de menstruação, o médico pode querer avaliar a espessura e o aspecto do endométrio.
Essa informação pode ser importante porque irregularidade ovulatória prolongada pode alterar o padrão de descamação endometrial.
A interpretação deve ser feita pelo ginecologista.
SOP tem relação com resistência à insulina?
Pode ter.
A SOP pode estar associada à resistência à insulina, ganho de peso, obesidade, alterações metabólicas e maior risco de algumas condições, como pré-diabetes e diabetes tipo 2. O NICHD informa que mulheres com SOP têm maior risco de resistência à insulina e outras condições metabólicas.
Por isso, além do ultrassom, o médico pode solicitar exames de sangue para avaliar glicose, insulina, hemoglobina glicada, colesterol, triglicerídeos e hormônios.
Ultrassom substitui exames hormonais?
Não.
O ultrassom avalia a anatomia e a aparência dos ovários e do útero. Ele não mede hormônios.
Para investigar SOP, o médico pode solicitar exames hormonais como testosterona, SHBG, DHEA-S, androstenediona, LH, FSH, prolactina, TSH, 17-OH progesterona, glicemia, insulina e outros, conforme o caso.
O diagnóstico deve integrar imagem, sintomas e exames laboratoriais.
Ultrassom substitui consulta com ginecologista?
Não.
O ultrassom é um exame complementar. Ele ajuda a visualizar útero e ovários, mas não substitui consulta médica, avaliação dos ciclos, exame físico, análise de pele, pelos, acne, histórico familiar, peso, pressão arterial, exames hormonais e avaliação metabólica.
O laudo deve ser levado ao médico solicitante para definição da conduta.
Como é feito o exame?
No ultrassom pélvico abdominal, a paciente fica deitada, o profissional aplica gel na parte inferior da barriga e movimenta o transdutor sobre a pele.
No ultrassom transvaginal, a paciente fica em posição ginecológica. O transdutor vaginal é protegido, lubrificado e introduzido cuidadosamente no canal vaginal para obter imagens mais próximas do útero e ovários.
O exame costuma ser rápido e bem tolerado. A paciente deve avisar se sentir dor ou desconforto importante.
O exame dói?
Na maioria dos casos, não.
O ultrassom abdominal costuma ser indolor. O transvaginal pode causar leve desconforto, mas geralmente é bem tolerado e costuma ser mais confortável que muitos exames ginecológicos manuais. RadiologyInfo descreve que a sonografia vaginal geralmente não deve ser dolorosa nem aumentar significativamente o desconforto.
Se houver dor pélvica, endometriose, inflamação ou ansiedade, pode haver maior sensibilidade. A paciente deve informar ao profissional durante o exame.
Quanto tempo dura?
O tempo pode variar conforme a via utilizada, complexidade dos achados e necessidade de avaliação detalhada.
Em geral, é um exame relativamente rápido. A equipe de agendamento pode informar uma estimativa conforme o exame solicitado.
Quanto custa ultrassom para ovários policísticos?
O valor pode variar conforme a unidade, tipo de exame, via abdominal ou transvaginal, forma de pagamento, convênio e disponibilidade da agenda.
Para saber o valor atualizado, entre em contato com o Instituto AMMO pelos canais oficiais de atendimento.
Onde fazer ultrassom para ovários policísticos?
O Instituto AMMO realiza ultrassonografia ginecológica e avaliação dos ovários, conforme disponibilidade de agenda, em Petrolina - PE, Juazeiro - BA e São Paulo - SP.
Ultrassom para ovários policísticos em Petrolina - PE
Em Petrolina, o Instituto AMMO atende na Av. Monsenhor Angelo Sampaio, em localização de fácil acesso para pacientes da cidade, de Juazeiro e do Vale do São Francisco.
Ultrassom para ovários policísticos em Juazeiro - BA
A unidade de Juazeiro atende pacientes da cidade e região que precisam realizar exames ginecológicos por ultrassonografia.
Para confirmar endereço, horários, preparo e disponibilidade, entre em contato pelos canais oficiais do Instituto AMMO.
Ultrassom para ovários policísticos em São Paulo - SP
Em São Paulo, o Instituto AMMO conta com unidade na Av. Ipiranga, em região central da cidade.
A unidade atende pacientes que buscam exames de ultrassonografia ginecológica com orientação adequada e agendamento facilitado.
Perguntas frequentes sobre ultrassom para ovários policísticos
Ultrassom confirma SOP?
Não sozinho. O ultrassom pode mostrar morfologia policística dos ovários, mas o diagnóstico de SOP depende também de sintomas, exames hormonais e avaliação médica.
Ovário policístico é a mesma coisa que cisto no ovário?
Não. Ovário policístico geralmente se refere a múltiplos pequenos folículos. Cisto ovariano é uma lesão específica que pode ter outras causas e características.
Precisa fazer transvaginal?
Depende. Em mulheres adultas, a via transvaginal costuma oferecer melhor visualização. Em adolescentes, pacientes que não iniciaram atividade sexual ou mulheres que não desejam essa via, pode ser feito ultrassom abdominal, conforme indicação.
Precisa de bexiga cheia?
Para ultrassom pélvico abdominal, geralmente sim. Para transvaginal, geralmente não.
Precisa de jejum?
Geralmente, não. O preparo depende principalmente da via do exame.
Pode fazer menstruada?
Pode em algumas situações, mas depende do objetivo do exame e do conforto da paciente. Confirme no agendamento.
SOP causa infertilidade?
Pode causar dificuldade para engravidar por irregularidade ovulatória, mas muitas mulheres com SOP engravidam com acompanhamento adequado.
O exame usa radiação?
Não. A ultrassonografia usa ondas sonoras e não utiliza radiação ionizante.
Agende seu ultrassom para ovários policísticos no Instituto AMMO
Se você precisa realizar ultrassom pélvico, ultrassom transvaginal, avaliação de ovários policísticos, investigação de menstruação irregular ou acompanhamento ginecológico, entre em contato com o Instituto AMMO e consulte a disponibilidade de agenda.
O Instituto AMMO realiza atendimento em Petrolina - PE, Juazeiro - BA e São Paulo - SP.
Agendamento: pelos canais oficiais do Instituto AMMO
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