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Amamentação e Contraste da Ressonância Magnética

Postado em 02/08/2017 às 16:08:27 imagem noticia Amamentação e Contraste da Ressonância Magnética

Da mesma forma que os meios de contraste iodados utilizados na tomografia computadorizada (TC), o contraste gadolínio aplicado em estudos de ressonaria magnética (RM) têm uma meia-vida plasmática (“no sangue”) de aproximadamente 2 horas e são quase completamente eliminados da corrente sanguínea em pacientes com função renal normal dentro de 24 horas.

Igualmente semelhantes aos meios de contraste da tomografia (iodados), o contrate da ressonância (gadolínio) são excretados no leite materno. Todavia, é provável que a maior parte do gadolínio excretado no leite materno esteja em sua forma estável.

Para melhor entendimento, em termos aproximados estatísticos, menos de 0,04% da dose intravascular (“na veia”) de contraste administrada à mãe é excretada no leite materno nas primeiras 24 horas. Ressaltando que menos de 1% do meio de contraste ingerido pelo lactente é absorvido pelo seu tracto gastrointestinal (“pelo intestino do bebê”). Logo, a dose sistémica esperada absorvida pela criança através do leite materno é inferior a 0,0004% da dose total administrada à mãe. Assim, a quantidade ingerida pelo bebê é muito menor do que a dose permitida para uso em recém nascidos. Desta forma, a probabilidade de um efeito adverso de uma fração tão pequena de gadolínio absorvido do leite materno é remota.

Mesmo o sabor do leite podendo ser alterado, apesar das preocupações teóricas, nenhuma complicação foi confirmada.

Assim, devido à percentagem muito pequena de meio de contraste que é excretado no leite materno e absorvido pelo intestino do lactente, acreditamos que os dados disponíveis na literatura medica atual sugerem que é seguro para a mãe e para o lactente continuar a amamentar mesmo depois de realizar um estudo com contraste.

Porém para aquelas mães que continuam inseguras, em ultima analise, pode-se recomendar suspender temporariamente a amamentação por um período de 12 a 24 horas em mães com função renal normal, descartando o leite formado durante esse período com o auxilio de uma bomba de sucção conforme orientação do seu obstetra / ginecologista. O leite materno "ordenhado" antes da realização do exame pode ser utilizado para alimentar o bebê neste período.


Nota:
As informações publicadas neste site não devem ser consideradas aconselhamento médico. Não esqueça que a Medicina é uma ciência em constante transformação e inúmeros trabalhos e evidencias são modificadas todos os dias.
Se você é um leitor não-médico, consulte seu médico sobre quaisquer questões médicas relacionadas a doenças, condições, sintomas, diagnóstico, tratamento e efeitos colaterais.


Instituto AMMO

Por Instituto AMMO

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